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Contos de Verão V: Agonia.

26 de setembro de 2014 por Camila

Aqui as coisas ardem. Eu queimo, já não durmo e pouco respiro. E no silêncio desse calor imenso e bruto e insone e abafado, as constantes nunca variáveis: a saudade, a ausência, o vazio, o eco do nada, a falta que você me faz e a perturbação inexorável dos seus olhos não estarem repousando – nesse minuto urgente – nos meus.

Te sinto: e sinto em pronomes oblíquos, em próclises inexatas, nas minhas licenças poéticas, nos meus planos desconexos, nos meus abstratismos e, sobretudo, em mim inteira. E sempre meu, por completo.

Te busco: e procuro nas mãos desconcertadas e firmes que não acham as minhas, no sorriso molhado por todas as lágrimas da madrugada, nas pernas bambas e incertas, no afago último antes de partir pros novos horizontes, na paz angustiada que é o outro e, mais que nunca, nas promessas de amanhãs. Te encontro todas as vezes em que te (im) preciso.

Amor, beijo-te então por todas as noites que não vivemos e por todos os dias – azuis – que teremos. E então, seremos.

(Foto: Isadora Não Entende Nada.)
(Foto: Isadora Não Entende Nada.)


Diálogos da Invisibilidade VII: Costuma acontecer em noites de inverno.

26 de setembro de 2014 por Camila

-Frio tem um cheiro, você sabia?

-Um cheiro? Você só pode estar louca!

-Não, tem um cheiro muito singular e ensimesmado de solidão e possibilidades…

Ela sabia disso. Melhor dito, ela tinha convicção disto por conta da quantidade absurda de minutos que passava com a cara enfiada na pequenina janela do banheiro a respirar o gélido do mundo enquanto a água escaldante corria por seu corpo pálido. –A água do mundo está acabando, é melhor eu me apressar – dizia para si mesma com uma voz inegavelmente preguiçosa enquanto lembrava qual o itinerário que o dia (ou a noite) iria exigir dela.

Mas o cheiro do frio não lhe saía da cabeça (claro que não era uma constante exaustiva, mas por vezes emergia à superfície do seu cérebro desorganizado sobre coisas muito mais importantes e, com certeza, úteis). Pensava em como poderia descrevê-lo a alguém que por ventura não pudesse senti-lo com a clareza que ela sentia. Ou pior, que não pudesse senti-lo e ponto. Como o pior pode ainda ficar pior, que alguém a achasse louca por atrelar um olor a uma temperatura.

-O frio tem cheiro de solidão. Não, de solidão não. Solidão é óbvio demais, é entrega demais. E solidão é também possibilidade. Isso! Isso! Finalmente cheguei a uma conclusão: o frio tem mesmo cheiro de possibilidades…

Sorriu tranqüila por findar a querela consigo mesma e seguiu no passo apressado da vida, prestando atenção agora ao que realmente valia a pena. Ou não valia tanto a pena assim. Divagar era de si e logo ela encontraria um outro elo abstrato qualquer para continuar com pensamento em nuvem. E depois chover-se.

Deixa a menina divagar em paz...
Deixa a menina divagar em paz…


Nietzsche, Green, Freire e Rice.

4 de setembro de 2014 por Camila

Talvez por ser do tipo ansiosa, nunca fui uma pessoa que lê um livro por vez. Não acho que isso seja algo positivo ou negativo, não acho que seja nada: é somente o meu modus operandi. Tenho tentado mudar ao longo dos anos e, com alguma disciplina, às vezes consigo me dedicar a uma leitura de maneira exclusiva (mas o caso é que isso não é uma ocasião comum).

Lembro de passar madrugadas inteiras tendo mini ataques cardíacos com um livro e correr pro outro porque aquelas páginas também não podiam esperar. É difícil ser uma mulher de muitas paixões, viu? Na adolescência flanei ao mesmo tempo por livros urgentes de política e sociologia que iam me ajudar a salvar o mundo (eu sei, tenho em mim alguma ganância), o beijo roubado em romances de qualidade duvidosas, a busca sedenta por respostas em páginas de filosofia e religião, a segurança das onipresentes crônicas e, com alguma sorte, livros de contos e poesias que me faziam suspirar. Claro que ignorei veementemente os livros da escola quando minha presença era crucial em física, matemática, química, biologia… E é óbvio que me ferrava semestralmente e até hoje não sei calcular 10% de nada, mas isso já é outro assunto (#vergonha).

A minha agonia, entretanto, sempre repousou nos best sellers. Eu sei, é um preconceito literário  extremamente idiota e obras que chegam ao topo das vendas podem ser muito boas e até virar um clássicos em alguns anos. Tenho tentado romper isso e até conseguido com algum sucesso… Vou só abrir um parêntese aqui e dizer que desde que vocês não me mandem ler Paulo Coelho tudo ficará bem entre nós, certo? 😉

Carrego em mim as marcas, idéias, influências e cores de alguns autores que me acompanham desde que meu mundo da sopa de letrinhas existe, o que se deu mais ou menos aos seis anos. E isso virou uma salada liquidificada dentro de mim, embora seja desnecessário dizer que jamais escreverei como eles tampouco me dou ao direito da pretensão.

Enfim, pra cortar o bláblábláblá e iniciar o assunto que nomeia este blog, agorinha mesmo estou imersa e impaciente na página desses livros.

Enquanto isso, na minha cabeceira...
Enquanto isso, na minha cabeceira…

Posso – com alguma certeza – recomendar (olha que responsabilidade, Meu Deus!) uns dois ou três deles. E, embora ainda inacabada a leitura, já sinto uma preguiça enorme de um deles, mas me obrigo a terminar (acho que só umas raras vezes na vida abandonei um livro com a intenção clara de jamais voltar a tocá-lo tipo como aconteceu com ‘Eat. Pray. Love.’). Bora então conversar sobre eles?

Assim falava Zaratustra (NIETZSCHE, F.): o fato é que não importa quantos anos você tenha e nada do que você já experimentou em termos de múltiplas situações na vida, Nietzsche sempre vai fazer a sua cabeça rodar e te enlouquecer até você parir a estrela do caos da compreensão. A primeira vez que li Fred foi na faculdade e confesso que morri de rir com a sutileza de sua ironia. Era interessante ver meus colegas se debaterem em tomadas de posições e ter certeza de que aqueles questionamentos e dedos em riste eram exatamente o que ele queria quando escreveu boa parte da sua obra. De ‘Assim falava Zaratustra’ saiu minha mais recente tatuagem, reafirmação do meu amor pelas palavras bem colocadas e a recuperação da paixão pela existência da inteligência humana. Uma vez um professor de Semiótica (acabei de morrer lentamente de novo!) me deu uma escolha: eu poderia passar pela vida tendo lido Proust ou não. Eu não tive lá muita capacidade intelectual e paciência pro francês, mas, se você pode passar pela vida lendo Nietzsche, faça isto. Não é um livro fácil, mas é um livro extremamente necessário a depender da fase de vida que você está. Ou para entender um ontem que passou e deixou seu rastro de dúvida.

Encontrei bilhetes do namorado guardados dentro do meu Nietzsche, bonita casualidade. <3
Encontrei bilhetes do namorado guardados dentro do meu Nietzsche, que bonita casualidade. <3

 

 

A culpa é das estrelas (GREEN, J.): se encaixa na categoria de preconceitos-vencidos-contra-best-sellers. Acontece que em uma noite entre um jogo e outro da copa nessas férias meio tortas de inverno, minha cunhada marcou um cinema ‘de casal’ com o marido dela, eu e meu namorado. A gente queria fazer um programa tipo cinema+barzinho+conversa descompromissada+Heineken eterna (delícia das delícias dos programas! Cheers!), então ela se encarregou de organizar e nos mandou o horário. Fui com alguma dúvida em relação a qualidade do filme e, pelo que eu tinha lido previamente, uma caixinha de lencinhos na bolsa. Não deu outra, nossos olhos derreteram e ninguém saiu com o rostinho impune do cinema. Houve soluços também (namorado, não negue! Você é um #VelhotePançudo e sentimental!). Como estava a toa, o filme era bonitinho e eu achava que precisava de companhia para os meus cappuccinos de fim de tarde, comprei o livro. Tem sido bom para passar o tempo em salas de espera, jantares comigo mesma e reforço na crença do amor, embora a linguagem traduzida me canse um pouco por ter ficado clichê demais em gírias americanas traduzida com alguma exatidão. Até procurei o livro na língua original, mas demorava pra chegar no Brasil e achei que poderia ser esforço demais para uma literatura que eu não sabia se valeria tanto assim… Leiam se quiserem acabar com um certo cinismo que vez por outra insiste em fazer morada na nossa alma ou se não tiverem nada melhor pra fazer. Mas comprem uma caixinha de Kleenex, tá? E, se maquiadas, se assegurem que o rímel é a prova d’água. 😉

Não tinha um marcador de páginas comigo quando saí pra tomar um cappuccino com o livro, daí o papel onde vinham os talheres acabou tendo uma outra utilidade. #PropagandaDeGraça
Não tinha um marcador de páginas comigo quando saí pra tomar um cappuccino com o livro, daí o papel onde vinham os talheres acabou tendo uma outra utilidade. #PropagandaDeGraça

 

 

Cleo e Daniel (FREIRE, R.): eu sempre fui capaz de reconhecer a existência de falhas gigantescas nos meus processos de conhecimentos literários e não ter lido nada do Roberto Freire sempre me assombrou. Num dia em que cheguei muito cedo em Congonhas para pegar um vôo (#EpicWin!), fui esperar o andar lento das horas pela livraria. Com a mala de mão já sem espaço pra um brinco que fosse, decidi que era melhor focar onde não haveria problemas de peso extra nas mãos e fiquei ali pela seção dos pocket books. Mexi aqui e acolá e, entre Machado de Assis e Jack Kerouac, encontrei este livrinho vermelho e despretensioso. Achei que era a oportunidade batendo a porta e, ao ler a contracapa (que dizia ‘um best seller dos loucos anos 60’), tive certeza que caso não comprasse aquela belezinha por singelos R$10, ia padecer de arrependimento crônico (porque sim, a pessoa aqui sofre do mal de ‘nasci na época errada’). Só li quatro páginas até agora, mas parece bem promissor. Darei mais detalhes no próximo post, me cobrem.

Sou dessas que transforma etiqueta de roupa em marcador de página…
Sou dessas que transforma etiqueta de roupa em marcador de página e que sabe desenhar um coração, obviamente.

 

 

Entrevista com o vampiro (RICE, A.): daí que em 2011 eu estava passeando, tropecei e caí na Barnes & Noble. Com tanta coisa que eu poderia ter comprado, eu decidi investir em toda – sim, eu disse toda – a coleção das crônicas vampirescas da Anne Rice. Não sei o que me possuiu na hora, mas desconfio que tenha sido a carência e a ansiedade pela sequência do ‘The Southern Vampire Mysteries’ da Charlaine Harris (apenas um livro por ano numa série dessas acaba com o coração e a paciência da gente!) que eu lia desde 2009 combinada a lembrança de um filme da infância/adolescência cheio de gatinhos-de-pôster-de-revistas-de-garotas-e-Colírios-Capricho tipo Tom Cruise (pré-Cientologia, por favor) vivendo o sedento e sarcástico Lestat e Brad Pitt me matando lentamente com tanto espírito emo encarnado num corpo só (sério, você é um vampiro gato, pára de mimimimimi). O caso é, se eu estou lendo o livro desde 2011 – entre idas e vindas – é porque ele não me mudou tanto assim enquanto pessoa. Já usei trechos dele aqui no blog para ilustrar crônicas e não se pode negar que é um livro bem escrito, mas todas as vezes que eu sei que tenho que terminar de ler logo, eu pego o celular e começo a jogar Paciência. Deu pra perceber o nível? Mas falta pouco agora, ufa!

O interminável drama de Louis...
O interminável drama de Louis…

 

 

E vocês? O que andam lendo?

Algo recomendável? Contem aí nos comentários.


Uma nota qualquer, um lembrete qualquer, uma carta qualquer, um bilhete qualquer.

3 de setembro de 2014 por Camila

meu Amor,

Hoje brigamos mais uma vez. Brigamos tanto e feio e fundo. Verbalizamos o pior tipo de estupidez, de coisas desnecessárias, de rudez, de ironias cortantes, de sarcasmos mentirosos. Ficamos eloqüentes de palavras tortas e vomitamos as atravessadas. Confundimos a beleza dos sentimentos que nos unem em detrimento de tudo aquilo que pode nos afastar.

Sinto você tão pertinho de mim na iminência e na brutalidade da distância que pouco nos aparta, mas que insiste bastante. Percebo você tão meu nesse bairro frio e emudecido de casas com cheiro de mofo e gente que passa apressada – e jurando que têm vida – pra ir na padaria, na escola, na farmácia, no parque, na academia…

Ainda com o eco do que pecamos em dizer soando nos meus ouvidos, bati o telefone, tomei um chá e quase engasguei na raiva, vesti os pijamas pelo avesso, busquei abrigo no lençol e conforto na cama.

Fui deletar dados na tentativa de apagar você e encontrei todos os pequenos trechos que rabisquei em guardanapos digitais do que seria um conto de amor, uma ilustração da nossa história, um mundo azul do nosso querer, pequeninas crônicas de nós dois. Apaguei a luz. Perdi a paciência com o celular e desliguei na tentativa vã de dormir. Já chega de aplicativos que transbordam palavras de nós dois. Mando pra lixeira as milhares de notas que só me fazem lembrar de como é bom ter você juntinho.

Eu soube da impossibilidade do sono chegar no exato momento em que li a nota que apontava o que tínhamos consumido naquele longínquo onze de junho de dois mil e catorze numa pousada escondida de um litoral desconhecido, deserto e distante: dez Heinekens, quatro Coca-Colas, uma porção de camarão com -muita!- cebola, dois pratos de lagosta com abacaxi grelhado, duas águas-de-coco…

Eu adorava ficar bêbada ao seu lado: minha língua não desafinava em cinqüenta e cinco assuntos desconexos e seus olhos não paravam de me julgar em silêncio. Você, sóbrio, não permitiria que mal algum me acontecesse enquanto eu perdia a conta de quantas long necks já tinha tomado. Era totalmente caótico e tudo estava em seu lugar.

A brisa enchia de nós os meus cabelos, a rede acarinhava, as palhas de coqueiro musicavam, a areia fazia cócegas entre todos os dedinhos dos pés, a cadela que se enroscava nas minhas pernas enquanto eu caminhava rumo ao mar, a fartura do amor bem-nascido, o sal no sol e a gata que se espreguiçava em cada degrau da escada: aqueles dias de calor e lânguida preguiça foram o nosso mundo inteiro. Foram o que planejamos em sigilo total nas noites em que a saudade aparecia latejando e ardia sem aquecer. Nossa fuga para horas azuis, uma simbiose consciente de nós dois e o isolar de tudo aquilo que não fizesse parte da paz que a gente precisava depois das batalhas contra os moinhos de vento e os inimigos sem rostos.

Você gostava de beijar a flor nas minhas costas. Sendo mais exata: você gostava de dormir com a cara enfiada nas minhas costas e quase jurava que da minha tatuagem saía mesmo um cheiro de jasmim, ainda que ela fosse uma lótus. Eu me lembro com uma certa exatidão: a sua respiração quentinha estava ali, a noite toda, contrastando com a solidão há tanto esfriada do meu corpo. Você só dormia quando eu dormia, e, zelando pelos meus sonhos, se assegurava que seguíamos o mesmo compasso no respirar. Você era a afeição emocionada e a incredulidade diante da possibilidade de nós dois sermos – nesse minuto preciso – reais.

Tudo bem, agora eu sei. Eu também te amo. E acho que me amo o suficiente pra deixá-lo me amar. A dúvida sempre me permeia, não sou fácil em decisões. Mas, ora, você sabe: dizem por aí que, por mais imperfeito que seja, o tal do amor costuma valer a pena. E essas, por fim, são mesmo as flores da estação.

Vamos fazer as pazes?

Vamos dançar nos horizontes?

Vamos passar com alguma graça sobre os pedregulhos no caminho?

Vamos abrir o guarda-chuva pra sustar a tempestade? Ou, melhor, vamos dançar na chuva?

Beijo-te da cabeça aos pés e me despeço do hoje com a certeza de amanhãs,

seu Amor.

A vida que a gente quis... (#PoemeSe)
A vida que a gente quis… (#PoemeSe)


Adoráveis Mulheres

3 de setembro de 2014 por Camila

Ano: 1994

País: Estados Unidos

Duração: 115 min

Direção: Gillian Armstrong

Roteiro: Robin Swicord

Elenco: Susan Sarandon, Winona Ryder, Gabriel Byrne, Trini Alvarado, Samantha Mathis, Kirsten Dunst, Claire Danes, Christian Bale, Eric Stoltz, John Neville, Mary Wickes…

Pôster do filme. :~
Pôster do filme. :~

 

Numa dessas noites chuvosas de inverno, resolvi negar o mundo e abraçar meu pijama de flanela, minhas ridículas pantufas de ursinho polar, meu cobertor velhinho e uma boa caneca de chá quentinho com mel. O objetivo era um só: assistir a um filminho que não exigisse muito de mim e que eu já soubesse o que esperar dele. Você sabe, quando estamos meio gripadas preferimos evitar a fadiga de grandes surpresas e corações enfraquecidos…

Lembrei que em algum ano dos anos 1990 fui com minha mãe ao cinema assistir ‘Adoráveis Mulheres’. Eu, novinha, talvez tivesse deixado de entender muita coisa. Mas a incompreensão não foi total e deixou meus olhos molhados e a cabeça cheia de idéias (isso normalmente pode ser perigoso para o sono, veja bem).

Como boa fã de locadora de vídeos durante toda uma adolescência interminável, tornei a assistir o filme algumas vezes. Mas, confesso, no chacoalhar dos dias e na turbulência dos meses, já há um bom tempo não o revia pela 18664182 vez e era incapaz de lembrar com precisão algumas das suas cenas e até mesmo o final. Decidi que era hora de reparar essa injustiça e, graças ao uTorrent, voltei a ser uma mulher muito justa.

Pois bem, baixei o arquivo e, quase que feliz, constatei que continuei apaixonada pela personalidade da Jo, pela candura da Beth, pela modéstia da Meg – e, sobretudo, pela honestidade com que ela é capaz de reconhecer a sua vulnerabilidade a elogios e as suas fraquezas -, porém sigo com agonia eterna da Amy (não sei se pela antipatia de sempre que tenho pela Kirsten Dunst criança ou se pelo fato de a personagem ser mala mesmo), porque, durante todo o filme, a sensação que ela estava sempre ‘tirando’ algo da irmã me perseguiu mais uma vez.

Não poderia aqui traçar um paralelo sobre a riqueza de detalhes do livro em relação ao filme ou mesmo o quanto de literatura foi pedida nesta adaptação porque nunca li a obra da Louisa May Alcott. Posso apenas dizer que os cenários Shabby Chic do filme continuam enchendo meus olhos de inspiração tanto quanto os diálogos entre Susan Sarandon, Winona Ryder, Gabriel Byrne, Claire Danes e Christian Bale enchem meus ouvidos – e o meu coração – de esperança, de amizade e de doçura.

ALERTA DE SPOILER: 

Fiz un snapshots de alguns dos meus momentos preferidos do filme (só deixei de fora o meu favorito, porque não tinha legenda – era só um frame – que não faria sentido se eu colocasse solto aqui), mas recomendo que, caso pretendam assistir, pulem essa parte e voltem depois para suspirarmos juntos…

(Muito importante: As fotos não obedecem a seqüência de acontecimentos do filme, só mantive a ordem das falas dos diálogos).

#JoMeRepresenta
#JoMeRepresenta
...If only, Friedrich.
…If only, Friedrich.
Citou poetas e poesias? Ihhh, conquistou o coração selvagem da mocinha. (Diálogo 1)
Citou poetas e poesias? Ihhh, conquistou o coração selvagem da mocinha.
'Grite poesias e eu te ouvirei...' (Diálogo 1)
‘Grite poesias e eu te ouvirei…’
Nova York, paixão do mundo. (Diálogo 1)
Nova York, paixão do mundo.
Oh, sim... Somos.
Oh, sim… Somos.

 

Beijos na ópera. <3
Beijos na ópera. <3

 

#MomentoCrise
#MomentoCrise
Alma inquieta...
#MomentoParemOMundo
Quem nunca, minha gente?
Quem nunca, minha gente?
#JoRepresentaTodoMundo
#JoRepresentaTodoMundo
Conforto da mamãe...
Conforto da mamãe…
Como, Jo? Como?!
Como, Jo? Como?!
Escute sua mãe, Jo...
Escute sua mãe, Jo…
Olha, não sei o que vai ser de mim sem ti, mas o mundo te precisa...
Olha, não sei o que vai ser de mim sem ti, mas o mundo te precisa…
Seja uma boa menina, Jo. Obedeça sua mãe!
Seja uma boa menina, Jo. Obedeça sua mãe!
Mamãe sabe das coisas! <3
Mamãe sabe das coisas! <3

 

Cenário Shabby Chic. Hmmm, me likes it! \o/
Cenário Shabby Chic. Hmmm, me likes it! \o/
A pureza da Beth e mais do cenário Shabby Chic... :~
A pureza da Beth e mais do cenário Shabby Chic… :~

 

É o 'deveríamos' que nos mata lentamente, minha gente...
É o ‘deveríamos’ que nos mata lentamente, minha gente…

 

-Fica comigo, Friedrich...
-Fica comigo, Friedrich…
-Eu fico, Jo. Você é demais, garota...
-Eu fico, Jo. Você é demais, garota…

 

Escreve, escreve, escreve, escreve! Coragem, Jo!
Escreve, escreve, escreve, escreve! Coragem, Jo!
Jo corajosa! < 3
Josephine March, a corajosa! < 3

 

E, é claaaaaro que seria humanamente im-pos-sí-vel não lembrar daquele clássico episódio de Friends onde acontece isso aqui e que me fez rir demais na época e continua fazendo até hoje:

Joey e mais um #EPICWIN!
Joey e mais um #EPICWIN!

 

Tadinho... :~
Tadinho… :~

 

 

Pobre Joey.

Talvez seja mesmo melhor guardar o livro no freezer