O mundo anda cheio de coisas fantásticas. Aqui, quero dividir um pouco do bonito que ando descobrindo em música, produtinhos, maquiagens, comidinhas e demais amenidades que – também elas – são parte de um universo singular em expansão pedindo licença para invadir.


Sonhar alto, planejar, querer, organizar e focar.

21 de maio de 2017 por Camila

Em linha lacônica e expressa, o que eu recomendo é: comprar um ‘Planner’. Em mais prolixas, entretanto, a recomendação é a de se planejar e se organizar, no sentido de transformar sonhos abstratos em metas concretas (porque, se a gente imagina, diz a minha mente romântica, já é uma possibilidade bastante real!).

De alguma maneira que não consigo explicar o porquê preciso de isso acontecer, a minha vida foge menos ao meu controle se consigo materializar alguns planos, sonhos, tarefas do dia-a-dia, compromissos e desejos secretos (e quantos são, Meu Deus!) em palavras. Com canetas coloridas e rios de post-its e adesivos, porque o que custa embelezar o que fazemos para nós mesmos e que vamos ler todos os dias?

Ninguém vive só para o profissional, nem existe por aí flanando a bel-prazer: todos temos obrigações e lazer. Há em cada um o compromisso de agendar o médico e o dentista, estar na reunião da firma, não se atrasar para o trabalho/estudo, ser presente por inteiro aonde estiver, se dar aos outros mesmo a contragosto, se exercitar, fazer a feira, pagar as contas, focar na dieta, limpar a casa, enfrentar o trânsito, respeitar a rigidez da rotina, estar em dia com o mundo e toda aquela consumação de si mesmo a que já estamos (resignados?) acostumados. Mas há também em nós os momentos que são muito nossos, de natureza interior, em que nos permitimos desejar algo para além da necessidade prática, comprar flores, reparar na singeleza das coisas ao redor, pausar para um café no meio da tarde, ler um livro nada técnico, ir com quem amamos e gostamos de estar perto a um restaurante (ao cinema, ao bar, para dançar, viajar e etc.), encher a cara, escrever um blog, montar um projeto, beber chá na cama, andar com meia de dedinhos no chão do inverno, comprar uma casa, assistir a filmes antigos enquanto chove lá fora, esquecer da vida, ouvir uma música e resgatar uma lembrança.

Certo? Não passamos todos por todas essas dualidades? O desafio – pelo menos o meu! – é saber dosar a medida exata do tempo nessa balança de ouro, que poucas vezes se equilibra e constantemente pende para os lados opostos; ou vivemos em neurose aguda, ou relaxamos e perdemos o fio da meada de tudo que nos exige.

Pois bem, tanto preâmbulo apenas para concluir que a verdade é que ainda (ou já?!) estamos em Maio e eu me desviei do foco em alguns pontos cruciais da minha vida. Pra que não deixasse de enxergar com clareza tudo aquilo que eu queria conquistar e permitisse que se transformasse numa bagunça imensa, resolvi tomar uma atitude há algumas semanas e escrever – sim, de maneira arcaica e sílaba à sílaba, sem digitalizar coisa alguma – tudo aquilo que eu deveria e todo o resto que gostaria de fazer.

Para me ajudar nesse contrato vitalício comigo mesma, comprei um Planner. Eu não sei como se chama isso aqui no Brasil – talvez Organizador? -, mas há alguns anos é um instrumento de bastante utilidade mundo a fora. Uma espécie de agenda com espaços pautados para devaneios (até mesmo esteticamente combina paradoxos, o que me soa perfeito!). Acordei cedo em pleno sábado e fui bater perna nas papelarias da Liberdade para encontrar aquele que respondesse aos meus propósitos.

Separei todas as áreas da minha vida que hoje me gritam até roubar meu sono – trabalho, Mestrado, a dieta que furei, os exercícios físicos relegados ao ócio, a atividade da escrita que era sempre postergada, o calendário da leitura que atrasou, meus sonhos (ainda se pode sonhar aos 34 anos, viu? Nunca é tarde, como ecoa o clichê!) adormecidos, as pequenas tarefas cotidianas que nos desafiam a encontrar prazer, estar em dia com a minha saúde e todo o resto que é comum a todos! –  e anotei lá tudo que cabia a cada uma delas. Sim, em múltiplas canetas coloridas e códigos multi-cor.

Tenho me sentido melhor, mais consciente, mais no controle, mais feliz e mais satisfeita comigo mesma ao marcar um check na minha lista de coisas e afazeres. Sinto que não estou mais tão displicente ou distante assim, que todos esses segmentos são igualmente importantes e, por isso mesmo, precisam estar equilibrados.

Consigo visualizar melhor tudo o que preciso fazer e tudo o que eu posso fazer se souber me organizar. Ampliar a viabilidade e as perspectivas. Anotar as idéias preciosas que podem render frutos tão doces que aplaquem os meus anseios. O sabor de vitória ao ver que consegui cumprir com tudo aquilo que projetei para a semana é tênue, mas nem tão efêmero assim. É saboroso, de fato, estabelecer metas e ser responsável consigo mesmo o suficiente para cumpri-las. Respeitar prazos e gerenciar as horas não é fácil para quem se atropela em ansiedades como eu tenho por hábito fazer; reeducar-me tem sido um longo caminho, mas cheio de descobertas interessantes.

Entre os apontamentos burocráticos, não deixo de inserir mensagens positivas a mim mesma nas próximas divisórias do Planner. Gosto de saber que quando o cansaço e a preguiça baterem, eu posso (literalmente!) virar a página e encontrar uma margarida prensada ou uma passagem de fé; um sonhar alto com disposição e talento para a realidade ou uma recordação poética cheia de significado.

A vida é tão grande. É imensa em todas as suas dimensões, horizontes, espaços e possibilidades. Não podemos deixar que escape das nossas mãos ou das nossas almas. Quer dizer, só se a circunstância for no sentido de abarcar mais dessa matéria maravilhosa e milagrosa que nos é dada como um presente: o tempo, pleno como só ele pode ser.

Que sejamos sábios no uso que dele fazemos e justos com as nossas escolhas (somos feitos delas, não nos esqueçamos).

Planner: Porque sonhar é bom, mas se organizar para realizar é melhor. 💛✨
Planner: Porque sonhar é bom, mas se organizar para realizar é melhor. 💛✨

 

A cartela e o rolinho de Post-Its vieram no Planner; a cadernetinha e o marcador de páginas eu comprei a parte.  💛👯
A cartela e o rolinho de Post-Its vieram no Planner; a cadernetinha e o marcador de páginas eu comprei separadamente. 💛👯

 

As 12 divisórias vêm com alguma mensagem encorajadora ou positiva. 💛🌸
As 12 divisórias vêm com alguma mensagem encorajadora ou positiva. 💛🌸

 

Mais um exemplo das mensagens e dos tons suaves das divisórias. 💛🌼
Mais um exemplo das mensagens e dos tons suaves das divisórias. 💛🌼

 

Ame. Sorria. Viva: Muito pouco importa além disso. 💛🎩
Ame. Gargalhe. Viva: Muito pouco importa além disso. 💛🎩

 

Esse caderninho também veio junto com o Planner. É bom para rascunhar as idéias ou para anotações rápidas. 💛📚
Esse caderninho também veio junto com o Planner. É bom para rascunhar as idéias ou para anotações rápidas. 💛📚

 

Cartelinha de adesivos e Post-Its que vieram no Planner. 💛👯
Cartelinhas de adesivos e Post-Its que vieram no Planner. 💛👯

 

Um Domingo de muita chuva, café, cores, idéias e planejamentos semanais. 💛🐼
Um Domingo de muita chuva, café, cores, idéias e planejamentos semanais. 💛🐼

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Acordar devagar, viver bem: que mal tem?

18 de maio de 2017 por Camila

‘(…) Il n’y a pas de honte à préférer le bonheur.’ 

(CAMUS, A.)

Eu vivo numa cidade que, não é segredo, exige de mim. Exige também dos outros, do tempo, das coisas, do trânsito, da vida. Se não pararmos – ao menos de vez em quando, que absurdo! – um pouco para respirar, o risco de se deixar levar (ou, pior, de adoecer!) é bem grande.

A melhor coisa que se pode fazer por si mesmo é encontrar meios de levar melhor a vida. Mais devagar. De uma maneira mais saudável. Sermos gratos por cada minuto que nos é dado por milagre. Encontrar lugares que acolham, gente que abrace, caminhos mais floridos, soluções mais simples. Colocar um pouco mais de poesia nas coisas mais comuns, um pouco mais de magia no que já parece velho conhecido, fazer de uma maneira distinta as coisas que se praticam cotidianamente, mudar o foco do olhar para o que se vê todo dia.  Parar de automatizar o viver, que tem que ser mais bonito e de mais cor: mudar a maquiagem, arrumar o cabelo diferente, pensar na roupa que vai vestir, acender uma vela de cheiro, dormir de pijama velho, ser turista na própria cidade (há sempre um novo lugar para ir ou uma nova forma de se conhecer o lugar!), demorar um pouco mais no banho, usar exfoliante e hidratante, parar para tomar um chá, olhar pra cima e ver que azul tão suave tem o céu ou que boa sensação há na chuva que nos lava a pele, ser grata a Deus ou a tudo que rege o Universo, sentar numa mesa para comer como se deve, comprar coisinhas pra alegrar a sua casa, ler um livro, usar meias de dedinhos, roubar um beijo, ver um filme, fazer exercício (a gente ainda não compreendeu o quanto acumular energia é ruim pra cabeça e pro corpo!), acreditar (o que fizemos com a nossa inocência?!), assistir uma peça de teatro, apreciar as pessoas e tudo que elas são, ir na padaria da esquina comer um Sonho com café ou um pão na chapa com suco de laranja, carinho de criança e de cachorro, passar a tarde cinza de domingo numa livraria (e a ensolarada no parque), experimentar o mundo ao redor como alguém que é apresentado a tudo pela primeira vez, sentir as coisas como únicas. A rotina cansa; enxergá-la de um modo diferente e torná-la especial demanda tempo e boa vontade, porém pode ser a salvação pra todo o tédio do ordinário a que nos submetemos.

Nem sempre temos a possibilidade de escolher como vamos viver um dia (e temos cada um ritmos e responsabilidades diferentes), mas é importante que seja, de fato, um dia de cada vez: as horas de um amanhã futuro ainda não chegaram, e as de um ontem passado não podem ter tanta importância assim. Que saibamos, então, que temos sempre a opção de transformar o presente, que é, com o perdão do clichê e dos pleonasmos, um presente. Olhar ao redor e ser capaz de enxergar o que há de bonito não vai fazer você se atrasar nas tarefas do dia-a-dia, mas vai fazer com que se sinta melhor em relação a tudo.

Ano passado, eu vivia muito rápido. Ansiedades incontidas, respirações curtas, reclamações sobre a temperatura, poucas horas de sono, alimentação que não contribuía em nada, rispidez com o outro e um acelerar tão grande sobre todas as coisas que acabei adoecendo e me irritando pelos mínimos. O corpo me obrigou a parar depois de pelo menos três focos de anemia detectados e uma lesão na lombar que me impediu de quase tudo no período de dor crônica. O nosso corpo trabalha em conjunto, é sabido, e se não damos atenção a uma coisa, o sistema pára. E quando o sistema pára, obviamente e obrigatoriamente, paramos nós. Foi assim que me vi compelida a ir todas às sextas-feiras ao hospital fazer infusões de ferro e vitaminas e muitas sessões de fisioterapia. E percebi, com as agulhas nos meus braços e a bolsa de água quente nas minhas costas, que aquilo não era um modo de viver nem de perto aceitável. E que eu, definitivamente, não queria.

Resolvi diminuir (quase!) todos os exageros para ser mais inteira e estar aonde eu estivesse por completo. Não sacrificaria mais horas de sono por trabalho ou por Mestrado; afinal, se eu tinha me envolvido com estas duas coisas, era para ser feliz e não para ficar doente. Se não desse para terminar uma atividade ou finalizar uma leitura, tudo bem; eu não iria mais ficar sem dormir por isso. Não iria também responder imediatamente a todas as mensagens que não precisavam ser respondidas no mesmo segundo que recebidas porque viver com a cara na tela do celular me impedia de ver o mundo real e experimentar o agora. Teria que estar viva e com saúde para levar as coisas, certo? Metade de uma Camila não seria suficiente para concluir coisa alguma em vida. Uma de mim sendo ríspida com o outro e cega para os pequenos prazeres não valeria a pena; ela seria um desperdício completo.

E a minha maior descoberta foi o manejo do tempo e o carinho para comigo. Concordo que não é fácil; saboreamos constantemente grandes porções de culpa por não ter terminado o trabalho ou não ter tirado nota máxima naquele artigo que entregamos semana passada, mas estarmos sentados à mesa comendo bem e mastigando devagar. E culpa, amigos, não funciona para algo além de nos arrastar para uma vibração que não pode ser muito boa para coisa alguma. Percebem para que tipo de barbárie esse modus operandi nos encaminha forçosamente e como caminhamos inconscientemente? Não podemos mais fazer nada que esteja desatrelado do propósito das coisas práticas, não temos mais o direito de sentir prazer. Nos roubaram de tudo; de nós mesmos e do deleite sagrado do refletir e do descansar. Se queremos sorrir, que seja rápido. Se queremos desligar, que tomemos um anti-depressivo ou cinqüenta litros de vinho (nada contra, hein?!) no fim de semana. Mas porquê não podemos mais encontrar motivos para nos alegrarmos em todos os dias úteis? Quem disse que temos que levar tudo tão a sério – tão à ferro e fogo – assim? Essa necessidade neurótica de ampliar as lentes do que é ruim (e, conseqüentemente, diminuir tudo que é bom!) ainda vai acabar com a gente.

Tenho pensado nisso e quis compartilhar esse questionar com vocês porque acredito que pessoas felizes e satisfeitas consigo mudam o mudo; quando estamos bem, encontramos espaço para sermos mais gentis e delicados com o próximo. E, sabemos, a gentileza gera gentileza que gera gentileza que gera gentileza que gera gentileza que gera gentileza e o ciclo se renova tornando a vida melhor e mais fácil.

O meu dia-a-dia não é livre das pequenas frustrações (é bem verdade que sobra mês no fim do dinheiro, que eu não estou com o corpo como poderia e que não estou apaixonada como gostaria. Mas, em termos de dimensões do mundo, há tão mais que isso, não?) nem a minha vida é perfeita (longe disso!), porém antes que ela virasse um epitáfio, decidi incluir pequenas mudanças em seu curso – que é, a curto, a médio e a longo prazo – a minha jornada. A realidade em palavras curtas é que tenho sido egoísta – não hedonista! – com o meu tempo e, assim, a suposta falta dele deixou de ser uma desculpa ou um obstáculo para a minha felicidade.

Tenho comprado margaridas para casa, lido Literatura desassociada dos meus estudos para Mestrado e do meu trabalho, andado mais a pé, observado o meu redor, comido melhor, me aproximado de pessoas que possam me ajudar a crescer e desenhar horizontes, feito exercícios mais moderados, tomado chá de camomila todas as noites na cama, dito mais bons dias – boas tardes – boas noites  – por favores – obrigadas – com licenças – me desculpes aonde estou, sorrido mais para estranhos, ouvido músicas que me deixam de bom humor no trânsito iminente do qual não tenho como fugir, equilibrado melhor a minha energia, prestado atenção no que vale a pena prestar atenção, reparado nas pequenas coisas tão sutis que podem alterar o meu humor pela singeleza, organizado um itinerário antes de sair de casa (mas estando aberta à surpresas!), feito transformações simples no meu visual diário, praticado mais do que me faz bem, buscado pólos mais positivos, amado mais o que merece amor, me arriscado sem me colocar em risco, compreendido que as pessoas são diferentes e querem coisas diferentes para si, sido mais alegre, espalhado melhores vibrações ao que está no meu raio de alcance, feito o possível vislumbrando um pouco além, anulado ou tirado o poder do quê e de quem me desanima, aumentado minha tolerância com o que sou incapaz de entender, e, por fim, pedido a Deus um propósito e muita paciência.

São atitudes mínimas que estou no processo de incorporar na tentativa de viver melhor. De ser mais com menos. E tem funcionado.

Por último, se me cabe, um conselho: respire fundo. É incrível – quase que inacreditável – a diferença que isso faz. Não é a toa que a vida só é (literalmente!) possível com oxigênio. Deixe que ele chegue ao seu cérebro, é somente lá que reside o que você pode controlar. Quanto ao resto: deixa ser.

De-sa-ce-le-re.

'(...) Para não serdes escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos! Embriagai-vos sem cessar! Com vinho, poesia, virtude! Como quiserdes!' (BAUDELAIRE, C.).  <3
‘(…) Para não serdes escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos! Embriagai-vos sem cessar! Com vinho, poesia ou virtude! Como quiserdes!’ (BAUDELAIRE, C.). 💛🍷

 

Camomila, cor-de-rosa e o meu sono sagrado. <3
Camomila, cor-de-rosa e o meu sono sagrado. 💛☕️

 

Carinho criança e de cachorro: Eu e Bob, pelo olhar generoso do meu afilhado Joaquim, um pequeno artista de cinco anos de idade. <3
Carinho criança e de cachorro: Eu e Bob, pelo olhar generoso do meu afilhado Joaquim, um pequeno artista de cinco anos de idade. 💛🐼

 

Cuidar do seu lado espiritual também é importante. Há um Deus cheio de luz que me habita e me protege, e isso me tranquiliza. Estou aqui misturando o Gita com o Budismo, mas serenando tudo aos poucos: o momento é de Gratidão. 'Fala Arjuna: Agora que te contemplo novamente, ó Deus em forma humana, torna o meu coração a encher-se de alegria e reconquisto a serenidade do espírito.'
Cuidar do seu lado espiritual também é importante. Há um Deus cheio de luz que me habita e me protege, e isso me tranquiliza. Estou aqui misturando o Gita com o Budismo, mas serenando tudo aos poucos: o momento é de Gratidão. ‘Fala Arjuna: Agora que te contemplo novamente, ó Deus em forma humana, torna o meu coração a encher-se de alegria e reconquisto a serenidade do espírito.’ 💛✨

 

Pausando as horas, porque é assim que tem que ser ou quem não consegue mais ser sou eu. '(...) I'm picking up good vibrations.'
Pausando as horas, porque é assim que tem que ser ou quem não consegue mais ser sou eu. ‘(…) I’m picking up good vibrations.’ 💛✨

 

É, é descabelada mesmo. É, é entrando em combustão também. Acho que a maioria das pessoas ainda não entendeu o poder de cura para ansiedades diversas que há no nosso próprio suor, na nossa endorfina, na nossa estamina e na liberação do nosso excesso de energia acumulada. Nosso corpo é mágico. Boxe, experimente. Nunca tomei ansiolítico mais poderoso ou chocolate que mais acalmasse.
É, é descabelada mesmo. É, é entrando em combustão também. Acho que a maioria das pessoas ainda não entendeu o poder de cura para ansiedades diversas que há no nosso próprio suor, na nossa endorfina, na nossa estamina e na liberação do nosso excesso de energia acumulada. Nosso corpo é mágico. Boxe, experimente. Nunca tomei ansiolítico mais poderoso ou chocolate que mais acalmasse. 🎃💥

 

Dandelions catados na rua, porque mesmo sendo alérgica eu não resisto às lembranças de longínquas Primaveras espanholas e pedidos ao vento. Que faço muitos, eu sei. '(...) She was a lovely lady, with a romantic mind and such a sweet mocking mouth. Her romantic mind was like the tiny boxes, one within the other, that come from the puzzling East, however many you discover there is always one more; and her sweet mocking mouth had one kiss on it that Wendy could never get, though there it was, perfectly conspicuous in the right-hand corner.' (BARRIE, J. M. In 'Peter Pan'.). <3
Dandelions catados na rua, porque mesmo sendo alérgica eu não resisto às lembranças de longínquas Primaveras espanholas e pedidos ao vento. Que faço muitos, eu sei. ‘(…) She was a lovely lady, with a romantic mind and such a sweet mocking mouth. Her romantic mind was like the tiny boxes, one within the other, that come from the puzzling East, however many you discover there is always one more; and her sweet mocking mouth had one kiss on it that Wendy could never get, though there it was, perfectly conspicuous in the right-hand corner.’ (BARRIE, J. M. In ‘Peter Pan’.). 💛🌸

 

A descoberta dos chás! Pelo prazer tão singelo de ser velhotinha, encher a xícara e passar longas horas desfilando pelo Século XIX. Tudo isso com muita classe, obviously.
A descoberta dos chás! Pelo prazer tão singelo de ser velhotinha, encher a xícara e passar longas horas desfilando pelo Século XIX. Tudo isso com muita classe, obviously. 💛👒

 

Tardes de chuva nas livrarias; ao invés de reclamar da temperatura, vista-se apropriada à ela. '(...) Se hundió en una amable geografía, en un mundo fácil, ideal; un mundo como diseñado por un niño, sin ecuaciones algebraicas, sin despedidas amorosas y sin fuerzas de gravedad.' (MÁRQUEZ, G. G.).
Tardes de chuva nas livrarias; ao invés de reclamar da temperatura, vista-se apropriada à ela. ‘(…) Se hundió en una amable geografía, en un mundo fácil, ideal; un mundo como diseñado por un niño, sin ecuaciones algebraicas, sin despedidas amorosas y sin fuerzas de gravedad.’ (MÁRQUEZ, G. G.). 💛🐼

 

Conhecendo novos lugares na cidade que escolhi viver: parece New York, mas é a minha São Paulo tão charmosinha das noites que valem a pena.
Conhecendo novos lugares na cidade que escolhi viver: parece New York, mas é a minha São Paulo tão charmosinha das noites que valem a pena. 💛👯

 

Gosto tanto de encontrá-las coloridas e despretensiosas e iluminadas e frescas e novas e inteiras nas minhas madrugadas! O singelo me encanta cada dia mais, de verdade; a simplicidade no meio de tanto barulho desnecessário enche a minha alma de coragem pra vida. É preciso ir além do que se vê. Se alegrar com menos. Enxergar mais no que há; porque há ainda. Porque há mais em todos nós do que essa superficialidade, essa futilidade, essa caretice, essa efemeridade, essa vaidade, esses ruídos sufocantes. Encontra magia no mundo quem acredita nela; quem crê em possíveis improváveis. Tenha menos pressa, perceba mais, se permita tocar e ser tocado, pare e respire, esteja presente aonde estiver. Uma rosa da minha mão para a sua, pois. Leve um sorriso, também.
Gosto tanto de encontrá-las coloridas e despretensiosas e iluminadas e frescas e novas e inteiras nas minhas madrugadas! O singelo me encanta cada dia mais, de verdade; a simplicidade no meio de tanto barulho desnecessário enche a minha alma de coragem pra vida. É preciso ir além do que se vê. Se alegrar com menos. Enxergar mais no que há; porque há ainda. Porque há mais em todos nós do que essa superficialidade, essa futilidade, essa caretice, essa efemeridade, essa vaidade, esses ruídos sufocantes. Encontra magia no mundo quem acredita nela; quem crê em possíveis improváveis. Tenha menos pressa, perceba mais, se permita tocar e ser tocado, pare e respire, esteja presente aonde estiver. Uma rosa da minha mão para a sua, pois. Leve um sorriso, também. 💛🌸

 

Mais uma da Série 'Coisas Simples Que Me Fazem Ver Graça Na Vida', parte 1917191: encontrar com Carrinho De Milho no fim da tarde e comer um milho cozido quentinho. Meu estômago sorriu gordinho e sem-vergonha! ;)
Mais uma da Série ‘Coisas Simples Que Me Fazem Ver Graça Na Vida’, parte 1917191: encontrar com Carrinho De Milho no fim da tarde e comer um milho cozido quentinho. Meu estômago sorriu gordinho e sem-vergonha! 💛🌽

 

Papelarias! Porque canetas coloridas me enchem de alegria, justificam a graça de escrever e mandar cartas de próprio punho, destacam passagens bonitas em livros, trazem o olhar para o que é importante nas sopas de letrinhas e são lindas. Sim, só por isso.
Papelarias! Porque canetas coloridas me enchem de alegria, justificam a graça de escrever e mandar cartas de próprio punho, destacam passagens bonitas em livros, trazem o olhar para o que é importante nas sopas de letrinhas e são lindas. Sim, só por isso. 💛🎨

 

Parando e reparando no mundo ao meu redor. São Paulo ultraromântica: grite poesias e eu te ouvirei, meu bem. Exista sempre assim em mim, feito magia, que é só desse jeitinho que vale a pena. <3
Parando e reparando no mundo ao meu redor. São Paulo ultraromântica: grite poesias e eu te ouvirei, meu bem. Exista sempre assim em mim, feito magia, que é só desse jeitinho que vale a pena. 💛🎩

 

'Por onde anda seu frio na barriga?', me indagou um quadro mudo na parede. Penso que a pergunta tenha sido tão pertinente - e precisa! - porque andamos imune aos sentimentos e sensações, não? O cinismo é um abismo. Espero que tenhamos tempo para salvar nossas almas da assepsia do sentir. É urgente que o façamos, já perdemos tempo demais vivendo de modo tão automático e claustrofóbico.
‘Por onde anda seu frio na barriga?’, me indagou um quadro mudo na parede. Penso que a pergunta tenha sido tão pertinente – e precisa! – porque andamos imune aos sentimentos e sensações, não? O cinismo é um abismo. Espero que tenhamos tempo para salvar nossas almas da assepsia do sentir. É urgente que o façamos, já perdemos tempo demais vivendo de modo tão automático e claustrofóbico. 💛✨

 

Um copo de coragem e alguma coisa positiva pra gente sorrir para as manhãs de segunda-feira de tantas retomadas e recomeços. Insisto, há mágica por aí; mansinha, nas bonitezas pequeninas dos nossos dias de perdões e de preguiça. "(...) He said: 'Above all, watch with glittering eyes the whole world around you because the greatest secrets are always hidden in the most unlikely places. Those who don't believe in magic will never find it.'" (DAHL, R.). ✨
Um copo de coragem e alguma coisa positiva pra gente sorrir para as manhãs de segunda-feira de tantas retomadas e recomeços. Insisto, há mágica por aí; mansinha, nas bonitezas pequeninas dos nossos dias de perdões e de preguiça. “(…) He said: ‘Above all, watch with glittering eyes the whole world around you because the greatest secrets are always hidden in the most unlikely places. Those who don’t believe in magic will never find it.'” (DAHL, R.). ✨🎩

 

Duas reações me são imediatas e instintivas ao tropeçar em Margaridas, as flores mais queridas da minha infância, no meu caminho. A primeiras delas, um sorriso malemolente pelas memórias mais ternas de 'bem-me-quer, mal-me-quer'. Depois, um cantarolar desafinado - impossível encontrar tom algum! - dos Beatles (e vão tapando os ouvidos!): 'Dear Prudence, won't you come out to play? Dear Prudence, greet the brand new day! The sun is up, the sky is blue: It's beautiful and so are you. (...) Dear Prudence, open up your eyes. Dear Prudence, see the sunny skies! The wind is low, the birds will sing that you are part of everything. Dear Prudence won't you open up your eyes? Look around round. (...) Dear Prudence, let me see you smile, Dear Prudence, like a little child. The clouds will be a daisy chain, so let me see you smile again! Dear Prudence won't you let me see you smile?'. E quem resiste ao sorriso iminente?
Duas reações me são imediatas e instintivas ao tropeçar em Margaridas, as flores mais queridas da minha infância, no meu caminho. A primeiras delas, um sorriso malemolente pelas memórias mais ternas de ‘bem-me-quer, mal-me-quer’. Depois, um cantarolar desafinado – impossível encontrar tom algum! – dos Beatles (e vão tapando os ouvidos!): ‘Dear Prudence, won’t you come out to play? Dear Prudence, greet the brand new day! The sun is up, the sky is blue: It’s beautiful and so are you. (…) Dear Prudence, open up your eyes. Dear Prudence, see the sunny skies! The wind is low, the birds will sing that you are part of everything. Dear Prudence won’t you open up your eyes? Look around round. (…) Dear Prudence, let me see you smile, Dear Prudence, like a little child. The clouds will be a daisy chain, so let me see you smile again! Dear Prudence won’t you let me see you smile?’. E quem resiste ao sorriso iminente? 💛🌼

 

O verão que vive em mim: dias de sol e o céu sendo meu teto. '...Ou solta, que a gente na vida foi feito pra voar. E o vento que bate pra a gente se secar, que a gente na vida foi feito pra voar.'
O verão que vive em mim: dias de sol e o céu sendo meu teto. ‘…Ou solta, que a gente na vida foi feito pra voar. E o vento que bate pra a gente se secar, que a gente na vida foi feito pra voar.’ 💛✨

 

O recado não poderia ser mais claro, poderia? ‘Seja gentil com você mesmo. Você está fazendo o melhor que pode.’
O recado não poderia ser mais claro, poderia? ‘Seja gentil com você mesmo. Você está fazendo o melhor que pode.’ 💛🌼

 

Minha eterna 'Síndrome de Scarlett O'Hara' não me deixa escapar do meu encontro romântico com Rhett Butler. Biscoito de chocolate, lencinhos (porque né, estamos falando aqui de '...E o vento levou', afinal de contas!) e cobertor de pelúcia pra aumentar o charme e o apelo de se largar no sofá enquanto a vida corre mansa em noites de Inverno.  '-I'm not asking you to forgive me. I'll never understand or forgive myself. And if a bullet gets me, so help me, I'll laugh at myself for being an idiot. There's one thing I do know... and that is that I love you, Scarlett. In spite of you and me and the whole silly world going to pieces around us, I love you. Because we're alike. Bad lots, both of us. Selfish and shrewd. But able to look things in the eyes as we call them by their right names. (...) No, I don't think I will kiss you, although you need kissing, badly. That's what's wrong with you. You should be kissed and often, and by someone who knows how.'
Minha eterna ‘Síndrome de Scarlett O’Hara’ não me deixa escapar do meu encontro romântico com Rhett Butler. Biscoito de chocolate, lencinhos (porque né, estamos falando aqui de ‘…E o vento levou’, afinal de contas!) e cobertor de pelúcia pra aumentar o charme e o apelo de se largar no sofá enquanto a vida corre mansa em noites de Inverno. 💛🎬 ‘-I’m not asking you to forgive me. I’ll never understand or forgive myself. And if a bullet gets me, so help me, I’ll laugh at myself for being an idiot. There’s one thing I do know… and that is that I love you, Scarlett. In spite of you and me and the whole silly world going to pieces around us, I love you. Because we’re alike. Bad lots, both of us. Selfish and shrewd. But able to look things in the eyes as we call them by their right names. (…) No, I don’t think I will kiss you, although you need kissing, badly. That’s what’s wrong with you. You should be kissed and often, and by someone who knows how.’

 

Alegria é encontrar uma das suas músicas preferidas iluminando os postes de São Paulo. Felicidade é encontrar a poesia displicente pelas ruas aonde perco meus passos.  '...Talvez pelo buraquinho invadiu-me a casa, me acordou na cama. Tomou o meu coração e sentou na minha mão. Abelha, abelhinha...'
Alegria é encontrar uma das suas músicas preferidas iluminando os postes de São Paulo. Felicidade é encontrar a poesia displicente pelas ruas aonde perco meus passos. 💛🎶 ‘…Talvez pelo buraquinho invadiu-me a casa, me acordou na cama. Tomou o meu coração e sentou na minha mão. Abelha, abelhinha…’

 

Na padaria da esquina para comer um sonho enquanto tomo um café e ler literatura desassociada dos propósitos de estudo e de trabalho. Porque sim.
Na padaria da esquina para comer um sonho enquanto tomo um café e ler literatura desassociada dos propósitos de estudo e de trabalho. Porque sim. 💛📚

 

Não importa o quanto de coisas eu tenha de fazer ou o quanto de mim o mundo já está exigindo. Aos sábados, gosto de acordar de-va-gar-zi-nho e de-sa-ce-le-rar a mente. Sem despertador, sem telefone, sem contar calorias, sem desembaraçar o cabelo e sem tirar as meias de dedinhos. O tempo e o silêncio, concordo, são luxos. Mas você também é importante e, portanto, merece se dar um pouquinho mais para si nessas 'horinhas de descuido'. Seja gentil com você mesmo. Experimenta.
Não importa o quanto de coisas eu tenha de fazer ou o quanto de mim o mundo já está exigindo. Aos sábados, gosto de acordar de-va-gar-zi-nho e de-sa-ce-le-rar a mente. Sem despertador, sem telefone, sem contar calorias, sem desembaraçar o cabelo e sem tirar as meias de dedinhos. O tempo e o silêncio, concordo, são luxos. Mas você também é importante e, portanto, merece se dar um pouquinho mais para si nessas ‘horinhas de descuido’. Seja gentil com você mesmo. Experimenta. 💛🐼

 

Domingos prosaicos e ensolarados de Outono, toalha de Piquenique na grama fresca, pés descalços, vinho, amigos por perto e Parque do Ibirapuera. Porque são esses, também, os momentos que importam.
Domingos prosaicos e ensolarados de Outono, toalha de Piquenique na grama fresca, pés descalços, vinho, amigos por perto e Parque do Ibirapuera. Porque são esses, também, os momentos que importam. 💛☕️

 

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